O QUE É IN GLÊSINSTRUMENTAL

De Raquel Abrahão Edreira Neves

 

O nome designado para o que chamamos popularmente de Inglês Instrumental, é "English for Specific Purposes"(E.S.P), que em português quer dizer: Inglês com Objetivos Específicos. Surgiu através de correntes convergentes que apareciam através do mundo.

A primeira delas foi a demanda do Mundo Novo. Os Estados Unidos, após a segunda guerra mundial, em 1945, obteve uma grande expansão nas atividades científicas, técnicas e econômicas no âmbito internacional. Tal expansão foi dominada por duas forças que unificavam o mundo: que foram a tecnologia e o comércio, cujos os progressos, logo geraram uma necessidade de uma língua internacional. O poder econômico dos Estados Unidos, exigia que pessoas de todo o mundo aprendessem inglês, mas não por prazer ou para adquirir prestígio, e sim porque o Inglês passava a ser a chave da circulação internacional da tecnologia e do comércio. Desta forma, tornou-se imprescindível a aprendizagem desta língua para fins específicos.

A segunda tendência foi a revolução lingüística, que passava a focar a língua que é usada na comunicação real, isto é, a língua que falamos de diferentes maneiras de um contexto a outro. No ensino da Língua Inglesa há diferenças quando a referência é o inglês do comércio, da engenharia, da medicina, da psicologia, da economia ou o acadêmico. Desta forma, se a língua varia de uma situação de utilização a outra, tais situações passam a ser específicas, servindo como base para os cursos destinados a aprendizes.

A terceira corrente  centraliza o foco nas necessidades e interesses do aluno, o que despertará, logicamente maior motivação para o aprendizado.

Os textos apresentados pelos professores de inglês serão de acordo com a área peculiar dos seus alunos.

O ensino do English for Specific Purpose (E.S.P), aconteceu na Universidades Brasileiras no final dos anos 70.

O Inglês Instrumental não se restringe somente a habilidade de leitura, mas também na escrita, na audição e na oralidade.

Uma característica desta abordagem é que a língua não é ensinada com um fim em si mesma, mas como um meio para se alcançar uma finalidade específica. Há uma seleção de itens a serem ensinados de acordo com os propósitos do curso.

No que se refere ao vocabulário, não é a quantidade de palavras que o aluno conhece que é relevante, mas a utilização de estratégias que o auxiliem a compreender o significado daquelas que lhes são desconhecidas.

Finalizando, o professor neste contexto não é mais uma autoridade e sim um orientador. As estratégias ensinadas devem estimular a solução de problemas, facilitando desta forma o entendimento.

No Brasil, a habilidade de leitura é mais ensinada, porque segundo pesquisas realizadas, detectou-se ser ela a que mais interesse desperta entre os aprendizes, não só para fins acadêmicos, como profissionais.

 

Raquel Abrahão Edreira Neves

(Professora Especialista do Centro de Línguas Vivas da Universidade Católica de Goiás).

Fonte: http://www2.ucg.br/flash/artigos/OQueInglesInstrumental.PDF